Vivência do grupo:
O centro Cultural “Crispim Menino Levado”, tem uma longa trajetória por todos esses anos que se iniciaram na década de setenta(1970). Não obstante desde então como princípio os valores trazidos de seus ancestrais que são fundamentadas na Cultura Popular isto é, cultura raiz.
Com um firme propósito em fomentar a cultura e os conhecimentos sobre a pátria mãe que influenciaram a formação do povo brasileiro, seu Mestre Griô Marcos Alberto Simplicio fundador e seus agregados com essas vivências não tardaram a compor esse cenário cultural.
Estando ciente do que podia na contribuição, aperfeiçoamento na aprendizagem e formação de seguidores, o mestre enveredou em outros pontos culturais.
Além da capoeira angola buscou outras manifestações quer nos munícipios desta região, em outros estados brasileiros chegando até mesmo pela América e África. Isso tudo transformando em vivências e participações em congressos, encontros, palestras e apresentações do grupo.
Suas pesquisas fortificou-se além de outras manifestações no estudo da “Tiririca”, a capoeira paulista, que também podemos citá-la como “jogo de pernadas”. Com isso tornou-se o único grupo a praticar e desenvolver esses estudos. Para ilustrar tal feito cabe nos a citação que esta era típica do “Largo da Banana”, onde chegavam as gôndolas carregadas de banana e os chapeiros descarregavam-as.
Assim sendo com esses princípios o grupo segue outras tradições como o batuque de São João, batuque dos engraxates, samba de bumbo, as rodas de capoeira e também outras manifestações com guloseimas, sambas rurais paulistas, vivência em escolas desde os anos inicias percorrendo até as universidades, outros grupos que são parceiros, entidades filantrópicas e centros culturais.
Em 2004 o Crispim Menino Levado realizou o “I Seminário da História da Capoeira em Campinas”, com o propósito de debater e divulgar os aspectos da cultura afro-brasileira na cidade. Dessa ação, gerou-se a “Roda do Conhecimento” com o intuito de discutir a história da cultura negra e popular de Campinas, que vem ocorrendo pelo menos três vezes por ano. Além dessa ação, o Mestre Marquinhos e o grupo Crispim Menino Levado integram a Ação Griô Nacional, uma rede que integra 130 pontos de cultura e 600 instituições de ensino com missão instituir uma política nacional de transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, em diálogo com a educação formal, para promover o fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro.
Atualmente o centro cultural Crispim Menino Levado, tornou-se ponto de cultura viva, fortalecendo o diálogo da preservação e criação de politicas públicas do Ministério da Cultura (MINC).
